Feeds:
Posts
Comentários

Archive for junho \27\UTC 2010

Anúncios

Read Full Post »

    Clara, leve, sincera.

    Amizade é assim: somos cúmplices do mesmo fardo terreno.

    Noviça moderna, sem pré-julgamentos, de coração aberto, à serviço da fé e compaixão.

    Putz… será a “Noviça Rebelde”???? Marriezinha dos céus, só falta agora você também querer fazer vestidinhos de cortinas para as crianças e ainda fisgar o patrão milionário… por favor, não me decepcione, hein!!

    Que toda sua maluquice natural possa servir de impulso para uma renovação de idéias, construção de sonhos e prática desinteressada de solidariedade.

    Linda… cada vez mais bonita, flor de Marrie, sua luz transparece.

    Tanto tempo distantes, e ao mesmo tempo como se tudo tivesse sido hoje mesmo. E assim será!!

    A bênção, Bento! A bênção, criança querida!

Read Full Post »

   

    Nanon Danone disse certa vez que o sorvete seria a fórmula da felicidade.

    De fato, há tempos já havia percebido uma sensação irresistível de arrepiar a espinha, um frescor “caliente”, afrodisíaco, de garganta doída, uma paz interior, uma mistura de calma e alegria ao sentir os primeiros contatos de minha boca sedenta com aquela textura peculiar, cremosa e gelada, deliciosamente mágica, saborosa e terapêutica.

    Não importa o tempo, se é verão ou inverno, tampouco seu estado emocional, psíquico ou social, contanto que este breve momento de felicidade inspire idéias e sentimentos doces, que traga de volta um pedaço da inocência perdida dos dias de criança.

    Tá triste??

    Vai tomar um sorvete!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Read Full Post »

   

    Que felicidade atordoante é essa que me toma?

    Que é isso? Que é isso??

    (ouvindo “Felicidade” – Luiz Tatit)

    Dia de Santo Antônio. Que terror, se aproveitam até de santo pra tentar pipocar o comércio.

    Impressionante eu ter acordado feliz desse jeito, cantarolando, comemorando o Dia dos Namorados. Percebi o quanto sou uma namorada exemplar… Eu me amo! E continuei a declamar para mim mesma: “Eu te amo, eu te amo, Marininha!!”.

    Então vi que tenho a melhor namorada que qualquer pessoa poderia ter: eu, de novo! Isso sim é motivo para se comemorar! Como é bom me namorar, como é bom namorar eu (suspiros)…

    E olha que essa relação já vai completar uns bons anos… Só pode ser amor, mesmo. Depois de tantas brigas, tantas tentativas de boicote, tantos tantos de outros tantos, e ainda estamos aqui, companheira, incrivelmente vivas, firmes e fortes! E felizes! Oh, sim, felizes!!

    Felicidade é momentânea, então cala a boca e aproveita.

 

    Sendo assim, depois de súbita felicidade, já às oito da matina decidi curtir o MEU dia de namorada, namoradeira, de exímia tola sonhadora. Tola. Sonhos… até que ponto me nutrir deles? Necessários, pura perda de precioso tempo? Alimento-me de beleza. Quando não há beleza não há alimento, são apenas tormentos que voltam sempre a me visitar. Talvez não tenham percebido que não são bem vindos. Talvez eu ainda não tenha  percebido que de repente os considero bem vindos, sim.

    Já tentei ser hippie e ficar a par dos apelos desta sedução consumista.

    (PAUSA – Linda menina toda orgulhosa com seu vestido rosa de festa junina com anáguas, babados, fitas coloridas e chapéu. Sorriso recheado.)

    Enfim, já tentei dar as costas para este consumismo frenético a que somos submetidos e um tanto quanto submissos, pois sim, eu cedi, não resisti o tanto que poderia, que deveria, mas cedi. Assumo.

    E assumo agora que sim, eu gosto é do luxo.

    Muitos anos (e neurônios) já se passaram resistindo às vitrines e seus poderes hipnotizantes, cheios de segundas intenções, sustentada por rigorosa disciplina, botando os pés pelas mãos em achar que sendo desleixada eu estaria cumprindo meu objetivo de ser uma pessoa simples.

    Agora, me diz, o que tem a ver simplicidade com desleixo?

    Pois bem, assumi que eu gosto mesmo é do luxo, meu bem. Tô cagando, também.

    Graças terrenas. Muito obrigada. Me desculpe pelo deboche ou pela (considerada) afronta, mas não, não sou ingrata.

    Como estabelecer um critério senstao do que seria gratidão, e o oposto dela??

    Mais uma indo pro arraiá. Essa é mais estilosa; fitas amarelas presas no alto de suas maria-chiquinhas trançadas, com ombreiras azul marinho de bolinhas brancas e fitas nos babados, super colorida. Vai arrasar.

    Será que sou uma velha? Por que sempre frequento lugares em que percebo ser a única com menos de quarenta anos?

    Sim, gosto do luxo. Como eu (e tantas outras mulheres que habitam esse mundo todo virado) gostaria de ter um cartão de crédito ilimitado, infinito, sei lá como, por mágica, e poder gastar, gastar, comprar, comprar, consumir, consumir… e me sentir aterrorizantemente vazia ao final do dia.

    Momento Nostalgia – Quadrilha do Estadual. Ensaio. Quadra grande e lotada, maravilha de espetáculo. Um bando de adolescentes espumando espinhas forma uma roda gigante, tentando representar jecas, sem ao menos se darem conta de que não era preciso nenhuma representação, pois já estavam em Barbacena, oras!!!

    Ameixas, casca de anta, folhas novas e canetas cuspidoras de cor para me inspirar, blusas de manga para me esquentar, revista chiquérrima para achar que estou no controle, + lápis 6B para acreditar que desenho pra caralho. Tintas acrílicas, cores: rosa escuro, azul piscina e violeta.

    Chopp – como alivia a existência!

    Nada como ser chamada de “querida”…

    Como posso ter a coragem de sair afora por tanto tempo com as unhas completamente em processo de descascamento, achando lindo??

    “Pratinho Infantil”, eis o meu pedido.

    Para mim, este Café é pura baderna. Pura taberna??  Vêm sempre os mais velhos, mas pelo fato de a bagunça interna se juntar à bagunça urbana, torna-se para mim o lugar mais promíscuo que já conheci.

    É nova tarde. Tarde cedo. O sol ainda bate de esquiva pela brecha das cortinas e portas de vidro, batendo na madeira das cadeiras que refletem sua luz inspiradora, que me relembra sempre a vida.

    A maldição deste lugar é que quando você menos espera cai-se na tentação de olhar para fora e, obviamente, sempre se vê alguém a cruzar o seu olhar. Um conhecido; esse o terror. Pãnico. Penso que isso também deva fazer parte do Dia dos Namorados.

    “Para de escrever, vê se come!”, disse o garçom.

            Feijão ————-> ok

            Batata frita ——-> ok   (aai que delícia!)

            Arroz ————-> ok

            Filé —————> ok    ( hmmmm…)

    Terá sido a fome?

    Prato Infantil: para quem quer comer pouco, passar fome ou ficar bêbado.

    O casal trocando presentes de modo sorrateiro, morrendo de vergonha de alguém ver a cena romântica ou pegarem no flagra tamanha exposição de seu amor… Ha, peguei!!

    Coloco os óculos para me tornar invisível.

    Resignada e sem esperanças, já em processo de decadência, sigo, partida, meu trajeto.

    O dia termina com caminhos sem memória. 

    Olhos em cima, flor na mesa, protesto anônimo na porta do banheiro, falta de atenção ao retocar o batom.

    Boca de coringa.

    Risos.

    Impressionante como as pessoas se divertem com a desgraça dos outros.

Read Full Post »

Eu tenho um plano.

   

    Cansado de fingir espírito esportivo ao ouvir aquele “adorável” som vindo das vuvuzelas? Se controlando para não quebrar, amassar, trucidar, estraçalhar, queimar ou exorcisar tais objetos singelos, mais novo método de tortura auditiva? Ocorrência de alucinações? Delírios??

    Pois afilie-se logo ao MMC, Movimento Morte Por Cornetas:

Pega-se a base e enfia-se de modo bruto e certeiro no coração do portador de cornetas infeliz, e assim espera-se o sangue jorrar, acompanhando o caminho que se segue por dentro da arma, até sair para fora como belo chafariz viscoso vermelho.

 

    Pronto!

    Menos um.

Read Full Post »

Para os que gostam…

   

    E se realmente gostarem? Se o toque do outro de repente for bom? Bom, a palavra é essa. Se o outro for bom para você. Se te der vontade de viver. Se o cheiro do suor do outro também for bom. Se todos os cheiros do corpo do outro forem bons. O pé, no fim do dia. A boca, de manhã cedo. Bons, normais, comuns. Coisa de gente. Cheiros íntimos, secretos. Ninguém mais saberia deles se não enfiasse o nariz lá dentro, a língua lá dentro, bem dentro, no fundo das carnes, no meio dos cheiros. E se tudo isso que você acha nojento for exatamente o que chamam de amor? Quando você chega no mais íntimo, No tão íntimo, mas tão íntimo que de repente a palavra nojo não tem mais sentido. Você também tem cheiros. As pessoas têm cheiros, é natural. Os animais cheiram uns aos outros. No rabo. O que é que você queria? Rendas brancas imaculadas? Será que amor não começa quando nojo, higiene ou qualquer outra dessas palavrinhas, desculpe, você vai rir, qualquer uma dessas palavrinhas burguesas e cristãs não tiver mais nenhum sentido? Se tudo isso, se tocar no outro, se não só tolerar e aceitar a merda do outro, mas não dar importância a ela ou até gostar, porque de repente você até pode gostar, sem que isso seja necessariamente uma perversão, se tudo isso for o que chamam de amor. Amor no sentido de intimidade, de conhecimento muito, muito fundo. Da pobreza e também da nobreza do corpo do outro. Do teu próprio corpo que é igual, talvez tragicamente igual. O amor só acontece quando uma pessoa aceita que também é bicho. Se amor for a coragem de ser bicho. Se amor for a coragem da própria merda. E depois, um instante mais tarde, isso nem sequer será coragem nenhuma, porque deixou de ter importância. O que vale é ter conhecido o corpo de outra pessoa tão intimamente como você só conhece o seu próprio corpo. Porque então você se ama também.

                                                                           Caio F. Abreu

                                        

                                                                                                                           

Read Full Post »

    Perdi até o sono, suspirou, como se o sono fosse a sua última reserva de segurança.

                                                                                                                                           Caio Fernando Abreu

Read Full Post »

Older Posts »